12 12am2 2009
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Os matizes loquazes
de tuas fases
encantam e desacreditam
uma vida certinha,
retilÃnea,
sem os favores da criação.
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Os humores de pão,
a liberdade cansada,
não fazem nada
na tua consciência
perseguida pela invenção
do renovar improvisado
de tua própria presença
e consistência
nas cores de tua existência.
Só te deixas dobrar
pelo cotidiano desavisado!
                            Saraiva Filho      Â
12 11am2 2009
Alquimista de palavras,
orquestra de sentidos,
de todos os tempos vividos,
orador de dolorosa lucidez,
manuseador de signos e significados,Â
operador de sentimentos,
envolto em sons e sonhos,
para ser poeta.
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Proprietário de ilusões,
cultivador da musculatura do verso,
usando de todas as versões,
para ser poeta.
                      Saraiva Filho
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12 10am2 2009
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Agora somos números, códigos, senhas
e por essas brenhas, perdemos o nome,
a identidade, a personalidade
Os cartões magnéticos falam por nós
por opção de número, para cada atividade,
pagando, para emitir mensagem.
         Saraiva Filho
12 9am2 2009
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Hoje, quero ser vagabundo,
andar pelo mundo
com bandeiras de liberdade,
não remoendo passados e presente,
como se tudo fosse ausente,
esquecido em sonhos desvairados,
nas aventuras de teu corpo quente,
sob a carinhosa lente
de teu olhar carente,
faminto, oculto e tresloucado,
nos horizontes do prazer intenso
e passear sem compromisso
pelo teu viço,
abandonado em tuas curvas,
no êxtase de tremores,
saborosos como doces uvas.
     Saraiva Filho    21/02/08
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12 2am2 2009
UNS OLHOS DESCONHECIDOS
Do fundo de teus olhos
com moldura descuidada,
de cabelos esfarelados,
com a temeridade de uma possÃvel gordura,
senti tua alma,
teus horrores passados
e a presente ternura,
a beleza e a cumplicidade
afagando-me com suavidade.
Saraiva Filho 02/01/09
12 1pm2 2009
UM ESBOÇO DE AMOR
Quero teu sopro,
tua voz, teu louvor,
teus insultos e odor,
os sons absurdos de ogros,
os desmaios glicóticos de horror,
teu rosto de angelina,
angelical no sonho do anjo,
tua porção má
a fatal carência de voar,
de ter teu lugar,
nos horizontes macios do ser.
      Saraiva Filho   1˚/01/09